dezembro 21, 2009
Precisões e imprecisões de Xavier Zubiri sobre a filosofia de Aristóteles
Xavier Zubiri (1898-1983) grande filósofo espanhol, fez no seu livro «Sobre la Esencia» (1962) uma certeira crítica ao essencialismo aristotélico por este excluir do conceito de essência do indivíduo tudo o que é singular, acidental, diferente da forma específica. Aristóteles considerava, por exemplo, que Sócrates não tem essência como indivíduo singular. Tem somente a essência da espécie homem, do mesmo modo que em Marco Aurélio ou Isaac Newton se albergaria essa mesma essência ou forma específica (eidos) mas também estes não teriam essência própria enquanto indivíduos singulares.
Interpretando correctamente Aristóteles, Zubiri escreveu:
«¿Que es entonces la esencia como momento real de la sustancia? Ante todo, la esencia no es idéntica a la sustancia, sino que es algo «de» la sustancia y, por tanto, puede predicarse de ésta: Sócrates es hombre, etc. La distinción entre Sócrates y hombre no es meramente lógica, sino real. Sócrates, en efecto, además de las notas humanas que le son esenciales, tiene otras muchas inesenciales. Por consiguiente, Sócrates es el ente completo y total, mientras que su esencia es sólo una parte suya.»
(Xavier Zubiri, Sobre la Esencia, Alianza Editorial, Fundación Xavier Zubiri, pag 78; o bold é nosso)
OS OBJECTOS TÉCNICOS NÃO SÃO ENTES NEM POSSUEM ESSÊNCIA, SEGUNDO ARISTÓTELES?
Sem embargo do seu brilhantismo, Zubiri cometeu alguns erros ao interpretar Aristóteles como, por exemplo, o de dizer que o Estagirita sustentou que os objectos criados pela técnica não são entes nem possuem essência:
(Xavier Zubiri, Sobre la Esencia, Alianza Editorial, Fundación Xavier Zubiri, pag 77; o bold é nosso.)
Poderia Aristóteles afirmar com consistência que uma cama de castanheiro não é um ente, nem tem essência, como sustenta Zubiri? Impossível. Se tal sucedesse, então faca, garfo, livro, mesa, cadeira, pão, massas alimentícias, não teriam essência nem entidade por serem objectos produzidos pela técnica. Aristóteles não pensava assim, com certeza.
«Assim pois, é evidente pelo dito que não se gera o que se denomina forma ou substância, enquanto que o composto que se denomina segundo esta se gera, sim, e que em tudo o que é gerado há matéria, e um é isto, e outro é aquilo.»
«Mas, existe acaso uma esfera fora de estas ou uma casa fora dos tijolos? A ser assim, não ocorreria que não se geraria nenhum objecto determinado? Mais precisamente, significam que «algo é de tal classe», mas não são algo determinado.» (Aristóteles, Metafísica, Livro VII, 1033b)
Como poderia então a casa produzida artificialmente não ter essência nem ser ente, se a casa produzida, hipoteticamente, pela natureza teria essência e entidade?
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
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dezembro 19, 2009
Erros formais na teoria da vacinação
A primeira fonte para detectar a malignidade da vacinação é a intuição inteligível. Se as vacinas são caldos de vírus, vivos ou mortos, ou de toxinas, como podem acrescentar saúde ao corpo?
Pela lei da luta de contrários, a vacina vem aumentar o número de células mortas ou de substâncias nocivas que dão combate à força vital, isto é ao conjunto das células sãs e das defesas corporais. Os autores da teoria da vacinação possuem uma concepção formalista, falsificadora da realidade: dizem que a vacina é boa porque faz nascer anticorpos, que são defesas do organismo, e «ensina o organismo a defender-se contra futuros ataques do mesmo vírus ou toxina.» Mas a ingestão de um veneno ou sofrer uma queimadura faz surgir anticorpos no organismo humano e isso não torna venenos e queimaduras bons para a saúde.
A verdade é o todo, dizia Hegel. O fenómeno vacinação não pode ser só considerado no plano formal de suscitar uma luta de opostos mas tem de ser examinado no plano substancial, dos conteúdos, do tipo de substância que a vacina introduz no corpo (bacilos de boi tuberculoso no caso do BCG, anatoxina do cavalo no caso da difteria, etc).
«Quando a medicina tiver estabelecido um dia uma vacina preventiva para cada uma das mil e uma doenças que ameaçam a espécie humana, os homens não terão tempo senão para se vacinarem constantemente. Pela minha parte, não reconheço como “ciência” uma seita médica, cujo ideal de saúde consiste em inocular no sangue das pessoas sãs o pus de animais empestados, que outra coisa não é a vacina.»
«É um ideal asqueroso, e ao mesmo tempo imoral, pois, como se sabe, para extrair a vacina é necessário em primeiro lugar empestar artificialmente – e sacrificar cruelmente – pobres e inocentes animais.» (…) «Tem circulado, em quase todas as línguas, uma obra muito interessante intitulada Envenenas-te e suicidas-te, de que é autor o Dr. Graefe. É um formidável libelo contra a vacina, no qual se citam as opiniões de mais de mil professores de Universidades e Médicos facultativos que foram alguma vez partidários da vacina e que agora a condenam».
«Como amostra, transcrevo apenas quatro desse milhar de citações, que são concebidas, mais ou menos, nestes termos:
«A vacina não serve para curar nem para evitar a varíola, mas unicamente para enfraquecer as forças do homem.» Dr. Epps (Director, durante 25 anos, do Instituto de Vacina «Jenner» e que vacinou mais de 120 mil pessoas).
«Eu vacinei meus filhos numa época em que não sabia quão perigosa era a vacina. Hoje ter-me-ia oposto à própria autoridade.» Dr. Kranichfeld, (Célebre Médico Alemão)
«Eu mereço ser pendurado no abeto mais alto da Floresta Negra, como castigo do delito de ter vacinado durante muitos anos o pobre povo.» Dr. Weiss (de Neuemburgo, antigo defensor da vacina).
«Sem provas fisiológicas, a vacina é uma charlatanice, pois sem fisiologia não pode haver ciência e pode dizer-se que a vacina é um crime científico.» Dr. Roser (Médico facultativo e deputado ao Congresso de Viena de Áustria)
(Carlos Brandt, A superstição médica, Editorial Natura, Págs. 133-135, Lisboa 1949)
TISSOT: A VACINAÇÃO É A INOCULAÇÃO DA FASE CRÓNICA, SURDA, DA DOENÇA QUE PRETENDE COMBATER
Apesar de escritas há mais de 60 anos, estas verdades permanecem actuais, porque o princípio da vacinação segue inalterável. Quando a vacinação foi adoptada pelas autoridades não havia um forte movimento de higiene e medicina natural nas sociedades ocidentais que mostrasse, por exemplo. que o consumo diário de várias maçãs ou laranjas impede, em regra, doenças «contagiosas» e graves. A vacinação é uma prática bárbara que remonta ao século XIX e representa a preguiça do pensamento de uma classe médica que pouco ou nada sabe sobre a imunidade natural e a concepção unitária da saúde – todas as doenças locais são manifestações da mesma doença geral do organismo, a toxe-sangue-linfa ou sujidade dos humores nascida sobretudo a partir da alimentação e medicação erróneas. Perdidos nos detalhes do diagnóstico do «mal local», os médicos alopatas não se apercebem, por exemplo, que a ingestão adequada de sumo de limão ou de maçã destrói o ácido úrico onde quer que ele se encontre e cura tanto uma dor de cabeça, como um reumatismo articular nos joelhos ou nos cotovelos, como uma nefrite. Não se apercebem do papel que o movimento geral do sangue e da linfa atravessando os emunctórios ou «portas de excreção dos venenos corporais»- muitos nem sabem o que isto é na sua função excretora: fígado-intestino, pulmões, pele e aparelho renal - desempenham na saúde que é dinâmica. Não explicam isto ao público e mandam-no tomar vacinas...
«Houve por vezes reacções às ideias de Pasteur e da sua escola, mas foram sempre impiedosamente abafadas. Os trabalhos destes pesquisadores (Béchamps e os seus «microzimas»; Altman e os «organismos elementares»; Galippe, Portier e os seus simbiontes, etc), passaram em silêncio.»
1º As nefrites, problemas hepáticos, de glândulas e do sistema nervoso.
2º Todas as doenças do cértebro e da espinal medula, encefalites e mielites várias.
3º Arterioesclerose, enfraquecimento cerebral, etc.
4º Diminuição considerável da longevidade no homem.
(in Curso Completo Teórico e Prático de Biologia Naturopática, de PIERRE MARCHESSEAU, Nova Editorial Natura, Lisboa, 1970).
«Supõe-se que as vacinas imunizam quem as recebe, produzindo uma doença artificial que «estimula a produção de anticorpos». Nas antigas superstições afirma-se que o ataque de uma doença imuniza a vítima contra outros ataques no futuro. Mas quais são as doenças que imunizam contra futuros ataques?(...) Quando uma criança é vacinada contra a poliomielite, as suas possibilidades de contrair a doença nunca são superiores a cinco num milhão. Como podemos então saber se a vacinação contra a poliomielite impediu a doença em determinada criança? Como podemos nós saber que se a criança não tivesse sido vacinada tería contraído a poliomielite? É fácil fazer malabarismo com as estatísticas e demonstrar que o branco é preto. Na realidade, as estatísticas estão longe de nos oferecerem respostas seguras.»
«Ora, se uma constipação não imuniza contra futuras constipações - e nós sabemos que elas se podem suceder à cadência de uma por mês, pelo menos durante o inverno - que pensar, então, de outras doenças "infecciosas" e "contagiosas"?»
«Pode-se ter bronquite, pneumomia, meningite cérebro-espinal, mastoidite, varíola, gonorreia, influenza, etc, duas vezes, três vezes e mais. Cita-se o caso de indivíduos que tiveram sarampo cinco vezes..E há casos de pneumonia cinquenta vezes no mesmo indivíduo (...) «Pode-se ter febre tifóide várias vezes. Um caso de gonorreia não confere imunidade; pois os especialistas das doenças venéreas afirmam, pelo contrário, que cada infecção que se contrai torna o indivíduo mais sensível a nova infecção. Não conheço portanto qualquer doença que imunize o indivíduo contra novos ataques da mesma doença. Se uma determinada doença não imuniza contra o seu novo aparecimento, que podemos nós esperar dos soros e das vacinas? Se a difteria que uma vez se contraiu não imuniza contra futuros ataques da mesma doença, como pode a antitoxina proveniente de um cavalo que não tem difteria imunizar uma criança contra a difteria?.(…)
«Sustentamos que não existe imunidade. Imunidade significa isenção de penalidade; no caso das causas de uma doença significa isenção das consequências...» (…)
«A prática da imunização é um esforço para impedir a lei da causa e do efeito. Poderemos nós considerar um homem tão estúpido que vá ao ponto de afirmar que pode inocular álcool noutro homem e assim imunizá-lo contra os efeitos do álcool, de modo que possa beber todo o uísque que deseja sem lhe sofrer as consequências»? Com efeito, se é possível imunizar contra um veneno qualquer, não há razão para não se imunizar contra todos os venenos. Ora as bactérias nocivas não constituem uma classe de venenos que escapem aos efeitos específicos de todos os venenos. »
«A atitude médica segundo a qual o meio de evitar a doença consiste em tê-la é tão ridícula como a ideia de que, para evitar as queimaduras, seria necessário sofrer várias queimaduras leves com o fim de adquirir imunidade para as queimaduras.»
«O conceito médico segundo o qual uma comunidade que escapou à poliomielite durante anos paga depois o seu tributo com uma epidemia, é a expressão absurda de que "a doença gera a saúde". Ter saúde é "perigoso", é um estado que "abre as portas à doença". Para evitar as epidemias de polio, é necessário ter polio. Eis a contradição flagrante , segundo a qual a maior garantia da saúde é a doença. Assim, a saúde não existiria na medida em que se evitassem as causas das doenças mas sim na medida em que se «albergassem» as causas das mesmas». (...)
«A vacina Salk foi um fracasso, quanto à prevenção da polio, como se tornou evidente. Foi um fracasso como fracassos hão-de ser o emprego de outras substâncias imunizantes pela simples razão de que a imunidade não existe. A busca das substâncias imunizantes pertence ao mesmo sector de investigação em que se tem procurado a Pedra Filosofal, o Elixir da Longa Vida e o Movimento Perpétuo. A noção de imunização é tão estúpida como a noção de remédio.»
( Herbert Shelton, A imunidade e as doenças, de La Nouvelle Hygiene, reproduzido na revista Natura de Novembro de 1961; a letra negrita é posta por nós).
O que mantém a saúde não é o depósito tóxico constituído pela vacina, verdadeiro lixo que contamina o terreno orgânico, mas a variação do conteúdo corporal e do nível vital feita a cada momento pela qualidade do ar que se respira, pela ingestão do leite ou do queijo fresco, do limão, da maçã ou da cebola que de horas em horas se processa no nosso organismo para o manter vivo. A saúde é o movimento incessante da força vital, liberta, triunfante, e a vacina é uma estática morta.
A imunidade conferida pela vacina não existe. É uma ideia mágica como a crença na poção mágica de Astérix. O organismo é um sistema aberto onde vírus e toxinas entram a cada instante e são repelidos pelas defesas naturais do corpo. Os vírus não se combatem com vírus e toxinas das vacinas. Combatem-se com a ingestão de limão, laranja, alho, cebola que destroem os vírus implacavelmente, purificando o sangue - «o terreno é tudo, o micróbio é nada» disse Claude Bernard e o fragmentário Louis Pasteur reconheceu isto antes de morrer. Os vírus não são a causa principal das doenças do mesmo modo que os mosquitos não são a causa dos pântanos mas o inverso.
O que é verdadeiramente grave é a institucionalização da vacinação, tornada obrigatória ou tendencialmente obrigatória, em sociedades democráticas e pluralistas: milhões de pessoas sofrem a violação do seu corpo pela inoculação de vírus e toxinas em nome da ciência. Que é isto, senão totalitarismo, inquisição médica? As estatísticas são manipuladas pela classe médica e pelos laboratórios: as mesmas estatísticas que «provam» que a vacinação em massa reduziu ou fez desaparecer a varíola, o tétano, a difteria, a tuberculose, o sarampo, provam que essa mesma vacinação aumentou os casos de cancro, leucemia, arterioesclerose, nefrite, etc. Pode interpretar-se o aumento dos cancros, doenças de Parkinson, escleroses múltiplas, etc, como efeitos colaterais das vacinas - os vírus destas «disparam» em todos os sentidos, gerando outras doenças. Mas a estupidez médica, de «pensar» unilateralmente e pouco, liga o vírus X apenas a uma dada forma de doença, o que é antidialéctico: os vírus mudam de forma.
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
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dezembro 17, 2009
Ponto 24º 10´ de Aquário: O sismo em Portugal estava predestinado...
O sismo de 6,1 graus de magnitude na escala de Richter que abalou hoje, 17 de Dezembro de 2009, Portugal, Espanha e Marrocos, quando Neptuno se move em 24º 12´/24º 13´ de Aquário, estava predestinado.
Eis alguns indícios dessa predestinação:
Em 23 de Abril de 1909, com Plutão em 24º 11´/ 12´ de Gémeos, um sismo sacode Benavente e a região do vale do Tejo, em Portugal, fazendo dezenas de mortos.
Em 28 de Fevereiro de 1969, com Plutão em 24º 10´/9´de Virgem, um sismo abala Lisboa e Portugal, causando um morto.
Podia o autor deste blog ter previsto este sismo? Sim, podia. Porque o não fez? Porque o seu trabalho não é levado a sério pelas instituições do "saber" e os media. Há anos que descobrimos esta lei do ponto 24º 10´ de qualquer signo e muitas outras. Publicamos o livro "Os acidentes em Lisboa na Astronomia-Astrologia" que a imprensa nem sequer destacou. Se tivessemos apoio financeiro do Estado ou de fundações culturais dedicar-nos-íamos a estudar e divulgar numerosas leis da predestinação dos acontecimentos pelos astros.
Mas em rigor, não parece valer a pena. O preconceito anti astrologia ascende até às mais altas esferas do poder e dispensa o nosso esforço de investigação... Estamos gratos a Deus por nos ter dado, não a fama fácil, mas a percepção científica destes fenómenos. A multidão dos pequenos intelectuais que povoam as universidades, as redacções de jornais, os governos, as escolas, etc, é cega para perceber este modelo da predestinação que é, de facto, real.
É possível prever outro sismo para Portugal? Sim. Em 30 e 31 de Janeiro de 2010, Úrano passa em 24º 7´/ 12´de Peixes, tornando provável a eclosão de um novo sismo na Península Ibérica.
Evidentemente que se poderia fazer uma leitura mística do sismo: na madrugada do dia em que o governo PS de Sócrates aprova a legalização do casamento homossexual, em conexão com a visão maçónica herdeira da cultura grega pré cristã, os deuses cristãos da heterossexualidade que protegem a Ibéria deram um sinal do seu desagrado...
NOTA: À venda, por correio, os nossos livros: «Ciclos Astrológicos na História de Portugal- Os Ciclos de Úrano», 200 páginas (20 euros); «As Repúblicas de 1910-1926 e de 1974-1990, Analogia Histórica, Astronómica e Astrológica- O significado hermético da morte de Francisco Sá Carneiro», 47 páginas (20 euros); «Astrologia y guerra civil de España de 1936-1939» , 89 páginas (17,90 euros); "Os acidentes em Lisboa na Astrologia-Astronomia, Astrology and Accidents in USA", 276 páginas, (29 euros). Basta escrever para o mail abaixo.
Estamos também em www.filosofar.blogs.sapo.pt, em www.astrologiahistorica.eu.com e em www.astrologia.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt
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dezembro 15, 2009
Igual é intermédio entre Maior e Menor, como sustentava Aristóteles?
Aristóteles postulou que Igual é um intermédio entre Maior e Menor. E reconhece que estes dois últimos constituem Desigual e que, aparentemente, a oposição de Igual tanto a Maior como a Menor constitui duas contrariedades. Ora isto é impossível na ontologia aristotélica, pelo que Igual terá de receber outro estatuto modal.
«Así pues, sí en los opuestos la pregunta es siempre en forma disyuntiva y si, por outra parte se dice «¿ mayor, menor o igual?», ¿de que clase es la oposición entre «igual» y los otros dos términos? No puede, en efecto, ser contrario ni de uno solo de ellos ni de ambos. Y es que ¿por qué habría de oponerse a Mayor más bien que a Menor? Además, Igual se opone a Desigual y, por tanto, a más de uno. Y si Desigual significa lo mismo que ambos conjuntamente, Igual se opondrá a ambos (y la dificultad favorece a quienes afirman que lo Desigual es una Díada); pero en tal caso, una sola cosa tendrá dos contrários, lo cual es imposible. Además, Igual se muestra como algo intermédio entre Mayor y Menor, pero ninguna contrariedad muestra ser intermédia, ni puede serlo por definición, puesto que no seria completa si fuera un término intermédio de algo, sino que, más bien, es ella la que tiene algo intermédio en sí misma.
«Solo queda, por tanto, que sea negación o privación. Ahora bien, no puede serlo de uno de los dos (¿por qué, en efecto, de lo Grande más bien que de lo Pequeño) luego es una negación privativa de ambos (…) Lo igual es, por tanto, ni grande ni pequeño, pero que por naturaleza puede ser o grande o pequeño. Y se opone a ambos como negación privativa, y por esso es intermedio. »
(Aristóteles, Metafísica, Libro X, 1056a, Editorial Gredos, Madrid, pag 409-411; o bold é nosso).
O raciocínio aristotélico é o seguinte:
1) Como uma coisa, só pode ter um contrário, Igual não pode ser contrário de Maior e de Menor.
2) Não sendo contrário, é um intermédio. É negação privativa de Maior e de Menor.
Parece-me correcto definir Igual como negação privativa de Maior e de Menor mas não parece correcto que se trate de um intermédio, pelo menos em certo sentido.
Quatro é um intermédio entre Maior que Quatro e Menor que Quatro? É do ponto de vista posicional, não é do ponto de vista essencial.
Na verdade, segundo Aristóteles, o intermédio contém algo dos dois contrários entre os quais serve de ponte ou mediação. («Pois bem, se os intermédios pertencem ao mesmo género, como se demonstrou, e se são intermédios entre contrários, necessariamente se comporão de tais contrários» – Metafísica, Livro X, 1057b).
Ora 4 não possui nada de menor nem de maior do que 4, a não ser que o consideremos como resultado de uma adição (exemplo: 2+2=4), subtracção (exemplo: 9-5=4), multiplicação e divisão.
1) Aquilo que, posicionalmente, se encontra entre duas essências ou substâncias ou acidentes mas que é extrínseco a cada uma delas. Exemplo: «Um candeeiro no passeio público encontra-se, instantaneamente, situado entre a minha amiga e eu, que o contornamos.»
2) Aquilo que, essencialmente, se encontra entre duas essências ou substâncias ou acidentes mas possui, intrínseco, algo de cada uma delas. Exemplo: «A temperatura morna contém algo dos dois contrários que concilia, o calor e o frio». Neste sentido, é a síntese hegeliana: superação e conservação dos dois contrários (tese e antítese) a partir dos quais se construiu.
© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)
Publicado por f.limpo.queiroz às 11:52 AM | Comentários (0)